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condenação – Evangelismo https://www.evangelismo.blog.br Estudos bíblicos e notícias comentadas Tue, 24 Sep 2024 18:49:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.evangelismo.blog.br/wp-content/uploads/2017/11/icone.gif condenação – Evangelismo https://www.evangelismo.blog.br 32 32 Inferno: Tormento Eterno ou Aniquilamento? https://www.evangelismo.blog.br/2020/02/13/inferno-tormento-eterno-ou-aniquilamento/ https://www.evangelismo.blog.br/2020/02/13/inferno-tormento-eterno-ou-aniquilamento/#respond Thu, 13 Feb 2020 18:32:39 +0000 https://evangelismo.blog.br/?p=775

Por Samuele Bacchiocchi, Ph. D. (Com adaptações)

O inferno é uma doutrina bíblica. Mas que espécie de inferno? Um lugar onde os pecadores impenitentes queimam para sempre e conscientemente sofrem dor num fogo eterno que nunca termina? Ou um julgamento penal pelo qual Deus aniquila pecadores e pecado para sempre?

Tradicionalmente, através dos séculos, as igrejas têm ensinado e pregadores têm proclamado o inferno como tormento eterno. Mas em tempos recentes, raramente ouvimos os sermões de “fogo e enxofre”, mesmo de pregadores fundamentalistas, que podem ainda estar comprometidos com tal crença. Sua hesitação em pregar sobre tormento eterno provavelmente não é devida a uma falta de integridade em proclamar uma verdade impopular, mas a sua aversão de pregar uma doutrina na qual dificilmente creem. Afinal, como é possível que o Deus, que tanto amou o mundo que enviou Seu Filho Unigênito para salvar pecadores, pode também ser um Deus que tortura as pessoas (mesmo o pior dos pecadores) para sempre, indefinidamente? Como pode Deus ser um Deus de amor e justiça e ao mesmo tempo atormentar os pecadores para sempre no fogo do inferno?

Este paradoxo inaceitável tem levado estudiosos de todas as persuasões a re-examinar o ensino bíblico quanto ao inferno e o castigo final.[1]

A questão fundamental é: O fogo do inferno tormenta os perdidos eternamente ou os consome permanentemente? Embora existam outros esforços para explicar essa questão, atentaremos para o conceito de inferno como aniquilamento.

O conceito do inferno como aniquilamento

A crença no aniquilamento dos perdidos é baseada em quatro considerações bíblicas: (1) a morte como castigo do pecado; (2) o vocabulário sobre a destruição dos ímpios; (3) as implicações morais do tormento eterno; e (4) as implicações cosmológicas do tormento eterno.

A morte como punição do pecado.

O aniquilamento final dos pecadores impenitentes é indicado, em primeiro lugar, pelo princípio bíblico fundamental que o castigo final do pecado é a morte: “A alma que pecar morrerá” (Ezequiel 18:4, 20); “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). A punição do pecado compreende não somente a primeira morte, a qual todos experimentam como resultado do pecado de Adão, mas também o que a Bíblia chama a segunda morte (Apocalipse 20:14; 21:8), que é a morte final e irreversível a ser sofrida pelos pecadores impenitentes. Isso significa que o salário final do pecado não é o tormento eterno, mas morte permanente.

A Bíblia ensina que a morte é a cessação da vida. Não fosse pela segurança da ressurreição (1 Coríntios 15:18), a morte que experimentamos seria a terminação de nossa existência. É a ressurreição que converte a morte de ser o fim da vida em ser um sono temporário. Mas não há ressurreição para a segunda morte, porque aqueles que a sofrem são consumidos no “lago de fogo” (Apocalipse 20:14). Este será o aniquilamento final.

O vocabulário bíblico sobre a destruição dos ímpios.

A segunda razão compulsiva para crer no aniquilamento dos perdidos no julgamento final é o rico vocabulário de destruição usado na Bíblia para descrever o fim dos ímpios. Segundo Basil Atkinson, o Velho Testamento usa mais de 25 substantivos e verbos para descrever a destruição final dos ímpios.6

Diversos salmos descrevem a destruição final dos ímpios com imagens dramáticas (Salmos 1:3-6; 2:9-12; 11:1-7; 34:8-22; 58:6-10; 69:22-28; 145:17, 20). No Salmo 37, por exemplo, lemos que os ímpios logo “murcharão como a verdura” (v. 2); eles “serão desarraiga-dos…e…não existirão” (vv. 9, 10); eles “perecerão…e em fumo se desfarão” (v. 20); os transgressores “serão a uma destruídos” (v. 38). O Salmo 1 contrasta o caminho do justo com o dos ímpios. Dos últimos ele diz que “não subsistirão no juízo” (v. 5); mas serão “como a moinha que o vento espalha” (v. 4); “o caminho dos ímpios perecerá” (v. 6). No Salmo 145, Davi afirma: “O Senhor guarda a todos que o amam; mas todos os ímpios serão destruídos” (v. 20). Esta amostra de referências sobre a destruição final dos ímpios está em perfeita harmonia com o ensinamento do resto das Escrituras.

Os profetas frequentemente anunciam a destruição final dos ímpios em conjunção com o dia escatológico do Senhor. Isaías proclama que os “transgressores e os pecadores serão juntamente destruídos, e os que deixarem o Senhor serão consumidos” (Isaías 1:28). Descrições semelhantes se encontram em Sofonias 1:15, 17, 18 e Oséias 13:3.

A última página do Velho Testamento provê um contraste impressionante entre o destino dos crentes e o dos incrédulos. Sobre aqueles que temem o Senhor, “nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das suas asas” (Malaquias 4:1). Mas para os incrédulos o dia do Senhor “os abrasará… de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo” (Malaquias 4:1).

O Novo Testamento segue de perto o Velho ao descrever o fim dos ímpios com palavras e imagens que denotam aniquilamento total. Jesus comparou a destruição total dos ímpios a coisas como o joio atado em molhos para serem queimados (Mateus 13:30, 40), o peixe ruim que é lançado fora (Mateus 13:48), as plantas daninhas que serão arrancadas (Mateus 15:13), a árvore sem fruto que será cortada (Lucas 13:7), os ramos ressequidos que são lançados no fogo (João 15:6), os lavradores infiéis que serão destruídos (Lucas 20:16), os antediluvianos que foram destruídos pelo dilúvio (Lucas 17:27), o povo de Sodoma e Gomorra que foi consumido pelo fogo (Lucas 17:29), e os servos rebeldes que foram mortos à volta de seu Senhor (Lucas 19:27).

Todas estas ilustrações descrevem de modo gráfico a destruição final dos ímpios. O contraste entre o destino dos salvos e o dos perdidos é um de vida versus destruição.

Aqueles que apelam às referências de Cristo ao inferno ou fogo do inferno (gehenna, Mateus 5:22, 29, 30; 18:8, 9; 23:15, 33; Marcos 9:43, 44, 46, 47, 48) para apoiar sua crença num tormento eterno, deixam de reconhecer um ponto importante. Como John Stott assinala: “O fogo mesmo é chamado ‘eterno’ e ‘inextinguível’, mas seria muito estranho se aquilo que nele fosse jogado se demonstrasse indestrutível. Esperaríamos o oposto: seria consumido para sempre, não atormentado para sempre. Segue-se que é o fumo (evidência de que o fogo efetuou seu trabalho) que ‘sobe para todo o sempre’ (Apocalipse 14:11; ver 10:3)”.7 A referência de Cristo a gehenna não indica que o inferno seja um lugar de tormento infindo. O que é eterno ou inextinguível não é o castigo mas o fogo que, como no caso de Sodoma e Gomorra, causa a destruição completa e permanente dos ímpios, uma condição que dura para sempre.

A declaração de Cristo de que os ímpios “‘irão para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna’” (Mateus 25:46) é geralmente considerada como prova do sofrimento eterno e consciente dos ímpios. Esta interpretação ignora a diferença entre punição eterna e o ato de punir eternamente. O termo grego aionios (“eterno”) literalmente significa “aquilo que dura um período”, e frequentemente refere à permanência do resultado e não à continuação de um processo. Por exemplo, Judas 7 diz que Sodoma e Gomorra sofreram “a pena do fogo eterno”. É evidente que o fogo que destruiu as duas cidades é eterno, não por causa de sua duração mas por causa de seus resultados permanentes.

Outro exemplo se encontra em 2 Tessalonicenses 1:9, onde Paulo, falando daqueles que rejeitam o evangelho, diz: “Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder. É evidente que a destruição dos ímpios não pode ser eterna em sua duração, porque é difícil imaginar um processo de destruição eterno e inconclusivo. Destruição pressupõe aniquilamento. A destruição dos ímpios é eterna, não porque o processo de destruição continua para sempre, mas porque os resultados são permanentes.

A linguagem de destruição é inescapável no livro do Apocalipse. Lá ele representa a maneira de Deus vencer a oposição do mal a Si mesmo e a Seu povo. João descreve com ilustrações vívidas o lançamento do diabo, da besta, do falso profeta, da morte, de Hades e de todos os ímpios no lago de fogo que é a “a segunda morte” (Apocalipse 21:8; cf. 20:14; 2:11; 20:6).

Os judeus frequentemente usavam a frase “segunda morte” para descrever a morte final e irreversível. Exemplos numerosos podem ser achados no Targum, a tradução e interpretação em aramaico do Velho Testamento. Por exemplo, o Targum sobre Isaías 65:6 diz: “Seu castigo será em Gehenna onde o fogo arde todo o dia. Eis, está escrito diante de mim: ‘Não lhes darei descanso durante [sua] vida mas lhes darei o castigo de sua transgressão e entregarei seus corpos à segunda morte’”.8

Para os salvos, a ressurreição marca o galardão de outra vida mais elevada, mas para os perdidos marca a retribuição de uma segunda morte que é final. Como não há mais morte para os remidos (Apocalipse 21:4), assim não há mais vida para os perdidos (Apocalipse 21:8). A “segunda morte”, então, é a morte final e irreversível. Interpretar a frase de outro modo, como um tormento eterno e consciente ou separação de Deus, nega o significado bíblico da morte como uma cessação de vida.

As implicações morais do tormento eterno.

Uma terceira razão para crer no aniquilamento final dos perdidos e a implicação moral inaceitável da doutrina do tormento eterno. A noção de que Deus deliberadamente tortura pecadores através dos séculos sem fim da eternidade é totalmente incompatível com a revelação bíblica de Deus como amor infinito. Um Deus que inflige tortura infinda a Suas criaturas, não importa quão pecadoras foram, não pode ser o Pai de amor que Jesus Cristo nos revelou.

Tem Deus duas faces? É Ele infinitamente misericordioso de um lado e insaciavelmente cruel de outro? Pode Ele amar os pecadores de tal modo que enviou Seu Filho para salvá-los, e ao mesmo tempo odiar os pecadores impenitentes tanto que os submete a um tormento cruel sem fim? Podemos legitimamente louvar a Deus por Sua bondade, se Ele atormenta os pecadores através dos séculos da eternidade? A intuição moral que Deus plantou em nossa consciência não pode aceitar a crueldade de uma divindade que sujeita pecadores a tormento infindo. A justiça divina não poderia jamais exigir a penalidade infinita de dor eterna por causa de pecados finitos.

Além disso, tormento eterno e consciente é contrário ao conceito bíblico de justiça porque tal castigo criaria uma desproporção séria entre os pecados cometidos durante uma vida e o castigo resultante durando por toda a eternidade. Como John Stott pergunta: “Não haveria, então, uma desproporção séria entre pecados conscientemente cometidos no tempo e tormento conscientemente sofrido através da eternidade? Não minimizo a gravidade da pecado como rebelião contra Deus nosso Criador, mas questiono se `tormento eterno consciente’ é compatível com a revelação bíblica da justiça divina”.9

As implicações cosmológicas do tormento eterno.

Uma razão final para crer no aniquilamento dos perdidos é que tormento eterno pressupõe um dualismo cósmico eterno. Céu e inferno, felicidade e dor, bem e mal continuariam a existir para sempre lado a lado. É impossível reconciliar esta opinião com a visão profética da nova terra na qual não mais “haverá morte, nem pranto, nem clamor, porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:4). Como poderiam pranto e dor serem esquecidos se a agonia e angústia dos perdidos fossem aspectos permanentes da nova ordem? A presença de incontáveis milhões sofrendo para sempre tormento excruciante, mesmo se fosse bem longe do arraial dos santos, serviria apenas para destruir a paz e a felicidade do novo mundo. A nova criação resultaria defeituosa desde o primeiro dia, visto que os pecadores permaneceriam como uma realidade eterna no universo de Deus.

O propósito do plano da salvação é desarraigar definitivamente a presença de pecado e pecadores deste mundo. Somente se os pecadores, Satanás e os diabos são afinal consumidos no lago de fogo e extintos na segunda morte que verdadeiramente poderemos dizer que a missão redentora de Cristo foi concluída. Tormento eterno lançaria uma sombra permanente sobre a nova criação.

Nossa geração precisa desesperadamente aprender o temor de Deus, e esta é uma razão para pregar o juízo final e castigo. Precisamos advertir as pessoas que aqueles que rejeitam os princípios de vida de Cristo e a provisão de salvação experimentarão afinal um julgamento terrível e “padecerão eterna perdição” (2 Tessalonicenses 1:9). Precisamos proclamar as grandes alternativas entre vida eterna e destruição permanente. A recuperação do ponto de vista bíblico do juízo final pode soltar a língua dos pregadores, porque podem pregar esta doutrina vital sem receio de retratar a Deus como um monstro.

Samuele Bacchiocchi (Ph.D., Pontificia Universita Gregoriana) foi professor de religião na Andrews University, Berrien Springs, Michigan, E.U.A. Este artigo é baseado num capítulo de seu livro Immortality or Resurrection? A Biblical Study on Human Nature and Destiny (Berrien Springs, Michigan: Biblical Perspectives, 1997). Fonte: Revista Diálogo

A mera publicação do artigo acima não indica aquiescência aos demais conteúdos do autor ou da Revista Diálogo.

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O Tribunal de Cristo https://www.evangelismo.blog.br/2017/11/27/o-tribunal-de-cristo/ https://www.evangelismo.blog.br/2017/11/27/o-tribunal-de-cristo/#respond Mon, 27 Nov 2017 21:02:44 +0000 https://evangelismo.blog.br/wp/?p=141 “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” (2 Coríntios 5:10)

Mesmo que não tenham visitado um tribunal, todos sabem quais os elementos que o compõe: juiz, advogados de defesa e de acusação, provas, testemunhas, partes envolvidas.

O Tribunal de Cristo tem uma estrutura parecida com a que já estamos acostumados a ver. No Tribunal de Cristo, o Juiz é o próprio Deus (Salmos 75:7), que nunca erra:

“Porventura perverteria Deus o direito? E perverteria o Todo-Poderoso a justiça?” (Jó 8:3)

No mundo espiritual, o diabo exerce a função de acusador, e isso ele faz com bastante persistência. Apesar de o inimigo não poder estar em todos os lugares ao mesmo tempo (não é onipresente), o adversário conta com um grande número de demônios (Apocalipse 12:4), espalhados por todo o mundo, que se comunicam entre si (Marcos 5:8), agem em grupo (Marcos 5:9), usam pessoas (Lucas 22:3), observam e denunciam os pecados (Apocalipse 2:24), atuando como impiedosas testemunhas de acusação, a fim de que homens e mulheres sejam também condenados, como eles mesmos já estão (Apocalipse 20:10).

O adversário é conhecido também como o “pai da mentira” (João 8:44). Com um título desses, certamente restariam frustradas todas as acusações lançadas contra as pessoas. Todavia isso não é problema para o adversário, pois ele também sabe da existência de provas concretas e verdadeiras que denunciam os nossos erros.

“E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.” (Apocalipse 20:12)

Nesses livros, estão relatadas todas as obras de cada ser humano, de cada geração que passou pela Terra. Para Deus, nossa vida é realmente um “livro aberto”.

“E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” (Hebreus 4:13)

De acordo com a Palavra de Deus, todas as pessoas cujos nomes não estiverem escritos no livro da vida serão condenadas, de acordo com as obras que praticou (Apocalipse 20:15).

No Tribunal de Cristo, como em qualquer tribunal, também haverá muitas testemunhas para confirmar os registros dos livros…

“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta” (Hebreus 12:1)

A posição de réu é ocupada por cada transgressor da lei, ou seja, eu e você, pois se alguém disser que não tem pecado, mentiu (1 João 1:8), e não importa se concordamos ou não com isso.

A lei de Deus serve para mostrar o pecado:

“Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupiscência; porquanto sem a lei estava morto o pecado. E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte” (Romanos 7:7-10)

A lei de Deus também serve para julgar o homem:

“Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupiscência; porquanto sem a lei estava morto o pecado. E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte” (Romanos 7:7-10)

A lei de Deus também serve para julgar o homem:

“Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, Para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina” (1 Timóteo 1:9-10)

“Porque o salário do pecado é a morte, (…)” (Romanos 6:23)

“Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.” (Ezequiel 18:4)

A essa altura, você já deve estar se perguntando: “Mas onde está o meu advogado de defesa?”

O Advogado Fiel não é outro, senão o Senhor Jesus Cristo, o que não perde causa e não teme a palavra “impossível”. Ele tem poder para perdoar pecados (Marcos 2:10) e para livrar o homem de uma condenação certa e eterna.

Parecia não ter jeito para a mulher adúltera que foi pega no ato. Os judeus queriam apedrejá-la, mas Jesus fez com poucas palavras a maior defesa que já se viu. Ele disse:

“Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.” (João 8:7)

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” (1 João 2:1)

Por isso apenas em Jesus temos a esperança da vida eterna:

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4:12)

Jesus tem o poder de perdoar os pecados. Isso significa que Ele não terá memória de todos os erros que a pessoa cometeu.

“Quando eu também disser ao ímpio: Certamente morrerás; se ele se converter do seu pecado, e praticar juízo e justiça, restituindo esse ímpio o penhor, indenizando o que furtou, andando nos estatutos da vida, e não praticando iniqüidade, certamente viverá, não morrerá. De todos os seus pecados que cometeu não se terá memória contra ele; juízo e justiça fez, certamente viverá.” (Ezequiel 33:14-16)

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” Colossenses 2:14)

A lei não foi revogada e uma das consequências disso é que ainda haverá condenação dos homens que não crerem no evangelho de Jesus Cristo. Mas aqueles que creram em sua mensagem e o receberam como Senhor da vida e salvador serão salvos.

A única maneira de não ser julgado no Tribunal de Cristo é ter o próprio Cristo como o Advogado (1 João 2:1).

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Romanos 8:1)

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