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arrebatamento – Evangelismo https://www.evangelismo.blog.br Estudos bíblicos e notícias comentadas Mon, 13 Oct 2025 15:03:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.evangelismo.blog.br/wp-content/uploads/2017/11/icone.gif arrebatamento – Evangelismo https://www.evangelismo.blog.br 32 32 Apocalipse 12: Entenda os símbolos. https://www.evangelismo.blog.br/2025/01/11/apocalipse-12-jesus-esta-voltando/ https://www.evangelismo.blog.br/2025/01/11/apocalipse-12-jesus-esta-voltando/#comments Sat, 11 Jan 2025 02:59:25 +0000 https://www.evangelismo.blog.br/?p=2065 Antes de iniciar o estudo, recomendo que leia todo o capítulo 12 de Apocalipse, abaixo copiado.

A MULHER E O DRAGÃO. 1 Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, 2 que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz. 3 Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. 4 A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse. 5 Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono. 6 A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias. ANJOS PELEJAM NO CÉU CONTRA O DRAGÃO. A VITÓRIA DE CRISTO E DO SEU POVO. 7 Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; 8 todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. 9 E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. 10 Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. 11 Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. 12 Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta. O DRAGÃO PERSEGUE A MULHER 13 Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; 14 e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente. 15 Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio. 16 A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca. 17 Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.” Apocalipse 12:1-17 (Bíblia Almeida e Revista Atualizada – ARA).

O capítulo 12 de Apocalipse, apesar de possuir apenas 17 versículos, abrange um período muito longo, desde antes da fundação, quando trata da antiga batalha no céu, avançando até a perseguição da igreja e a vitória do povo de Deus.

Abordarei a seguir os símbolos apresentados na visão, começando pela própria mulher.

Atualmente, especialmente no meio católico, há quem acredite que a mulher de Apocalipse 12 seja Maria, a mãe do Senhor Jesus. No meio protestante, alguns acreditam que represente a própria igreja. Aqui nesse estudo, demonstrarei que a mulher representa, na verdade, a nação de Israel e os gentios eleitos enxertados.

Na Bíblia, não é difícil encontrar Israel sendo comparada a uma mulher, especialmente nos registros dos profetas. Veja:

JERUSALÉM, A NOIVA DO SENHOR (título presente na versão ARA e NTLH) “1 Por amor de Sião, me não calarei e, por amor de Jerusalém, não me aquietarei, até que saia a sua justiça como um resplendor, e a sua salvação, como uma tocha acesa. 2 As nações verão a tua justiça, e todos os reis, a tua glória; e serás chamada por um nome novo, que a boca do Senhor designará. 3 Serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real na mão do teu Deus. 4 Nunca mais te chamarão Desamparada [isto é, recém casada], nem a tua terra se denominará jamais Desolada; mas chamar-te-ão Minha-Delícia; e à tua terra, Desposada; porque o Senhor se delicia em ti; e a tua terra se desposará. 5 Porque, como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposarão a ti; como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o teu Deus.” Isaías 62:1-5.

Aqui vale pontuar que a igreja não é a noiva do Senhor Jesus Cristo, como muitos alegam. Em Apocalipse 21, a santa Jerusalém é apresentada como a verdadeira esposa do Cordeiro. Além disso, na grande festa de casamento (bodas), nós seremos apenas os convidados do Senhor Jesus, conforme Marcos 2:18-20 e Mateus 22:1-12. Para saber mais, acesse o estudo Quem é a noiva de Cristo?

Em Mateus 25, as 10 virgens da parábola não estão aguardando o noivo para se casar com ele, o que seria um absurdo por configurar poligamia e bacanal, palavra cuja origem está em Baco, a “divindade” mitológica cujos seguidores e simpatizantes o celebravam nas festas sexuais.

Retornando ao capítulo 12 de Apocalipse, é mencionado que a mulher está vestida do sol e com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.

Essa não é a primeira vez que o “sol”, a “lua” e as “estrelas” aparecem na Bíblia, estando relacionadas de alguma forma a Israel. Observe:

“9 [José] Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. 10 Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra? 11 Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo.” (Gênesis 37:9-11).

Conforme a referência acima, o sol e a lua apontam para o pai e a mãe de José, respectivamente, e as onze estrelas, para os irmãos.

Em Apocalipse 12, sol e lua reaparecem com novos significados, desta vez apontando para Cristo, que é o Sol da Justiça (Malaquias 4:2), e sua futura esposa: a santa Jerusalém (Apocalipse 21:9 em diante), a lua debaixo dos pés, indicando o local da futura morada dos escolhidos.

Uma vez compreendido que a referida mulher é Israel, é fácil concluir que o varão que procede dela é o Senhor Jesus, pois é descendente da tribo de Judá, uma das doze representadas nas estrelas.

A mulher grávida indica que não havia chegado o tempo do Messias, embora o povo hebreu o aguardasse.

“Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.  Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor.” Lucas 2:25-26.

“Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas. Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo.” João 4:24-26.

Na sequência, versículos 3 e 4, surge a figura do dragão vermelho, que é a antiga serpente, que se chama diabo e satanás (ver. 9). Com suas sete cabeças coroadas e dez chifres, o dragão vermelho, movido pela sua ganância e inveja, arrastou a terça parte das estrelas do céu, uma clara referência aos que haviam de se tornar os anjos caídos.

Conhecendo o plano de Deus para Israel, o dragão “parou diante da mulher”, a fim de comer o filho dela, quando nascesse. Esse texto explica o verdadeiro motivo dos sucessivos desafios vivenciados por Israel.

Quando Jesus nasceu, Israel (a mulher) encontrava-se em tribulação por causa do domínio romano, pois o dragão vermelho estava se opondo. Isso explica o motivo de a mulher estar sofrendo tormentos para dar à luz um filho varão.

A intenção de devorar o filho pode ser observada quando o dragão utilizou o poder político da época para ordenar uma perseguição ao ainda muito jovem Jesus, fato esse registrado por Mateus no texto a seguir:

“Quando Herodes percebeu que havia sido iludido pelos sábios, irou-se terrivelmente e mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e em todas as circunvizinhanças, de acordo com as informações que havia obtido dos sábios. Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias: ‘Ouviu-se uma voz em Ramá, pranto e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, pois já não existem’.” (Mateus 2:16-18; Jeremias 31:15)

O versículo 5 de Apocalipse 12 revela duas coisas importantes acerca do Senhor Jesus: a primeira é que Ele realmente governará o mundo em algum momento no futuro. A segunda é que Ele foi tirado do mundo antes de assumir o lugar que lhe é devido, isso mais uma vez apontado para a morte na cruz, ressurreição e ascensão aos céus.

Após a ascensão de Jesus (retirada do filho), a mulher (Israel) continuará lidando com a oposição do dragão, sendo necessário que ela “fuja para o deserto”, como indicado no versículo 6, pelo período de mil duzentos e sessenta dias.

Esse período de tempo equivale a quarenta e dois meses (1.260 dias / 30 = 42 meses), que correspondem a três anos e seis meses (42 / 12 = 3,5 ou 3 anos e meio) e ainda ao enigma “tempo, tempos e metade de um tempo”, referido no versículo 14 e também pelo profeta Daniel (Dn 7:25), no qual “tempo” é igual a 1, “tempos” é igual a 2 e “metade de um tempo” é igual a 0,5 (1 + 2 + 0,5 = 3,5 à 3 anos e meio), como já demonstrei.

Entre os versículos 5 e 6, parece haver uma espécie de “intervalo escatológico”, pois após a retirada do filho, Israel (a mulher) não fugiu imediatamente para o deserto, mas permaneceu no seu lugar até o ano 70.

Nesse ano, com a destruição do Segundo Templo e da maior parte de Jerusalém pelo império Romano, os judeus sobreviventes foram espalhados para diversas partes do mundo, embora mantendo a fé, a cultura, a língua e até o vínculo com aquele pequeno território, cujos limites foram definidos pelo próprio Deus.

Então, ao que tudo indica, existe mesmo uma pausa para o início da contagem do tempo entre o momento da retirada do filho e da contagem dos mil duzentos e sessenta dias de proteção.

Nesse mesmo sentido, o profeta Daniel registrou que após o Messias ser cortado (retirado), a cidade ainda seria destruída. O profeta não falou sobre proteção imediata no deserto, mas destruição.

“E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.” Daniel 9:26

Um marco importante foi o ressurgimento de Israel em 14 de maio de 1948, com a participação da Organização das Nações Unidas. O Estado de Israel surgiu a partir de décadas de lobby e de campanhas imigratórias promovidas pelos defensores do sionismo, movimento político que se manifestou no final do século XIX, através da comunidade judaica europeia, que defendia a “restauração” de um Estado judeu independente.

Esse evento sem precedentes na história marcou o cumprimento da seguinte profecia trazida por Amós:

“14 Trarei o meu povo de volta do cativeiro para a sua terra. Eles construirão de novo as cidades que estavam em ruínas e morarão nelas. Farão plantações de uvas e beberão do seu vinho; cultivarão pomares e comerão as suas frutas. 15 Plantarei o meu povo na terra que lhes dei, e eles nunca mais serão arrancados dali. Eu, o Senhor, o Deus de vocês, falei.” Amós 9:14-15 (versão NTLH).

Se Israel não voltasse a existir, a Palavra de Deus deixaria de ser confiável. Porém o que vimos é o fiel cumprimento da profecia de Amós, mesmo quando Israel precisou enfrentar forças mais bem equipadas e mais numerosas que as suas, e na época financiadas pela poderosíssima União Soviética.

Avançando no texto, os versículos 7 ao 12 narram a história da antiga batalha ocorrida no céu, com a consequente derrota do diabo e de um terço das estrelas (anjos caídos) e a vitória do povo de Deus, misturando passado e futuro, de forma intercalada e complementar no capítulo. Tenha em mente que a história iniciada nos versículos 1 a 6 é retomada na sequência lógica apenas no versículo 13.

A partir do versículo 13, o dragão persegue a mulher (Israel), mas a esta são dadas as duas asas da grande águia, e ela é sustentada por um tempo, tempos e metade de um tempo, que são os mil duzentos e sessenta dias, como já vimos.

“13 Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; 14 e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente.”

Quanto ao versículo 14, em relação ao mistério das duas asas da grande águia, começando pelas asas, elas são normalmente um símbolo associado à proteção, como no exemplo a seguir:

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” Mateus 23:37

O fato de o animal indicado na revelação ser a águia não é por acaso. Na Bíblia, os países podem ser retratados como animais ou comparados a eles, especialmente nos livros de Daniel e Apocalipse. Se você procurar saber que país atualmente é representado pela águia, logo descobrirá que são os Estados Unidos da América.

Não é por acaso que os Estados Unidos da América são hoje os maiores interessados na defesa de Israel, sempre aparecendo no topo das listas dos países que mais investem e interagem com Israel. Foram também os EUA o primeiro país do mundo a abrir embaixada em Jerusalém, reconhecendo-a como a capital de Israel, acompanhados pela Guatemala, Honduras e até mesmo o pequeno Kosovo, o primeiro país de maioria muçulmana a instalar uma embaixada na capital religiosa de Israel, e não na capital econômica Tel Aviv.

Quanto à indicação expressa das duas asas, e não apenas das asas, como em Mateus 23:37, é importante considerar que os Estados Unidos da América vêm sendo governado historicamente por dois partidos desde 1852, sendo eles os partidos Republicano e Democrata, embora existam outros.

Embora seja uma conclusão altamente especulativa, não seria loucura, entretanto, considerar que as duas asas representam a atuação conjunta dos dois principais partidos norte-americanos na missão de proteger Israel desde a criação do Estado em 1948, apesar de suas divergências profundas em muitos outros aspectos. Deixo claro que isso se trata de uma hipótese interpretativa.

Depois que a mulher voou para o seu lugar, isto é, Israel voltou a ocupar o seu lugar, existindo como nação, o país nunca chegou a viver um período de paz plena, durante os intervalos das guerras mais importantes, sem ao menos sofrer algum tipo de pressão externa, interna ou ataques isolados.

Isso pode indicar que o período de tempo em que a mulher é “sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente” ainda não começou a correr e que seu início se dê efetivamente apenas quando for costurado o acordo mencionado pelo profeta Daniel, um dos profetas mais apocalípticos do Antigo Testamento:

“Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.” Daniel 9:27

Segundo a profecia, em uma semana de anos, isto é, na contagem dos 7 anos, o acordo cessará na metade da semana, justamente na contagem dos 3 anos e meio, ou do tempo, tempos e metade de um tempo. Ao que parece, Israel estará segura apenas na primeira metade do período, enquanto a igreja ameaçada já desde a primeira metade da semana.

Avançando até o versículo 15, a serpente persiste na sua luta contra Israel, que é ajudado pela terra dessa vez (versículo 16), dando a entender que haverá algum tipo de unidade no mundo a favor do Israel no futuro, podendo ainda indicar a existência de uma Nova Ordem Mundial. Vamos aguardar pra ver.

Algo nesse sentido pôde ser observado recentemente. Quando o Irã lançou cerca de 200 mísseis contra Israel em outubro de 2024, EUA, França, Reino Unido e até mesmo a Jordânia e a Arábia Saudita ajudaram Israel ao interceptar os aparatos ofensivos lançados pelo agressor.

O Irã, atualmente o maior adversário de Israel, ainda é o mesmo antigo Império Persa, que também já se opôs a Israel no passado, e cujo nome foi alterado para Irã em 1935, por decreto do xá Reza Pahlevi. Na Bíblia, a Pérsia é mencionada no capítulo 10 do livro de Daniel, no qual se fala de um certo “príncipe” que teria impedido as orações de Daniel por 21 dias.

Além disso, alguns acordos de paz envolvendo Israel e países do Oriente Médio foram costurados no decorrer dos últimos anos e a expectativa é de que outros ainda o sejam.

Sem dúvida, caminhamos para um cenário em que Israel viverá um momento inédito de paz, embora falsa e temporária.

“1 Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; 2 Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; 3 Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.” 1 Tessalonicenses 5:1-3

Caminhando para o fim, em razão das investidas frustradas contra a mulher (versículo 17), o dragão fará guerra ao remanescente da semente da mulher, os que guardam e obedecem aos mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus, a saber: a igreja fiel. O texto dá a entender que Israel terá algum momento de paz, enquanto os fiéis da igreja do Senhor Jesus serão perseguidos.

Logo no capítulo seguinte, encontraremos algumas informações sobre como serão esses ataques e o tempo de duração deles. Observe:

“5 E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. 6 E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. 7 E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.” Apocalipse 13:5-7

Portanto é falso o ensino de que a igreja não sofrerá perseguição do anticristo. Embora o arrebatamento seja um evento real, este ocorrerá apenas antes do toque da última trombeta, conforme 1 Coríntios 15:52, sendo esta última trombeta a sétima, a que marca o início do reinado do Senhor Jesus Cristo (Apocalipse 11:15). Acerca desse assunto em específico, você poderá ver o estudo O arrebatamento da igreja e o grande problema do pré-tribulacionismo.

O anticristo será aclamado pelo mundo por algum tempo e até por Israel, que o receberá, mas nós continuaremos guardando o testemunho do Senhor Jesus, custe o que custar, com a ajuda de Deus.

Busque e ame o Senhor com todas as suas forças, e com todo o seu entendimento. Faça as pazes com o Pai através da fé em Jesus, com arrependimento sincero, pois o sangue derramado na cruz nos purifica de todos os pecados. Sirva ao Senhor com alegria e mantenha-se “Conectado com Deus” até o fim.

Resumo dos símbolos:

  • A mulher vestida do sol é Israel e os gentios enxertados;
  • Sol está relacionado ao Senhor Jesus;
  • Lua refere-se à santa Jerusalém;
  • As doze estrelas apontam para as doze tribos de Israel;
  • O filho varão é o Senhor Jesus;
  • O dragão é o inimigo;
  • A águia são os Estados Unidos da América;
  • As duas asas representam os dois partidos que governam os EUA desde 1852 em alternância .
  • A terra que ajudou a mulher pode representar uma unidade entre vários países.

Deus seja louvado!

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O arrebatamento da igreja e o grande problema do pré-tribulacionismo https://www.evangelismo.blog.br/2020/02/08/o-arrebatamento-da-igreja/ https://www.evangelismo.blog.br/2020/02/08/o-arrebatamento-da-igreja/#comments Sat, 08 Feb 2020 23:53:30 +0000 https://evangelismo.blog.br/wp/?p=185 “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” (1 Tessalonicenses 4:16,17)

O arrebatamento da Igreja é uma das verdades mais gloriosas da fé cristã, pois anuncia o momento em que os santos serão reunidos com Cristo em glória. A dificuldade, no entanto, está em determinar quando esse evento ocorrerá em relação ao período da grande tribulação, tempo de perseguição mundial e de domínio do anticristo.

O propósito deste estudo é demonstrar, à luz das Escrituras, que o arrebatamento da Igreja ocorrerá após a manifestação do anticristo, e alertar os cristãos para o perigo de uma esperança escatológica mal posicionada — aquela que supõe que a Igreja será retirada da Terra antes das provações finais.


1. Breve histórico do ensino pré-tribulacionista

A ideia de um arrebatamento anterior à tribulação foi sistematizada no início do século XIX. Entre os registros mais conhecidos, está o relato de Margaret MacDonald, uma jovem escocesa ligada ao movimento carismático dos Irvingitas, em 1830, na cidade de Port Glasgow.

Alguns estudiosos afirmam que o teólogo John Nelson Darby (1800–1882), fundador do movimento dos Irmãos de Plymouth, conheceu e adaptou esse conceito, difundindo-o através de sua teologia dispensacionalista. Mais tarde, C. I. Scofield incorporou essas ideias às notas de rodapé de sua Bíblia de Referência (1909), popularizando o pré-tribulacionismo no mundo de fala inglesa.

É verdade que a doutrina ganhou expressão sistemática recente, mas não se deve negar que, em séculos anteriores, alguns autores patrísticos e medievais já falavam de uma retirada dos santos antes da ira divina, embora sem a forma detalhada que Darby propôs. Assim, a novidade não é absoluta, mas a sistematização moderna é inegável.

Hoje, grande parte das denominações evangélicas adota o modelo pré-tribulacionista, muitas vezes sem examinar com cuidado seus fundamentos bíblicos.

2. Textos comumente usados pelos pré-tribulacionistas

1 – “E esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” 1 Tessalonicenses 1:10

A “ira futura” mencionada por Paulo não se refere à perseguição do anticristo, mas ao juízo final de Deus sobre os ímpios.

O apóstolo jamais prometeu que a Igreja seria poupada das aflições humanas ou satânicas, mas sim da ira divina (Ap 16:2,6).

A promessa é de preservação espiritual, não de evasão do sofrimento.

2 – “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” Apocalipse 3:10

A promessa feita à Igreja de Filadélfia tem contexto histórico e cumprimento parcial já no primeiro século. As sete cartas do Apocalipse tratam de realidades históricas e espirituais de igrejas locais, antes da visão profética do capítulo 4 em diante.

A “hora da tentação” refere-se à perseguição que os cristãos enfrentariam sob o Império Romano (especialmente nos tempos de Domiciano). O texto não se refere, necessariamente, ao período escatológico da grande tribulação.

3- “E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo Espírito da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;” 2 Tessalonicenses 2:6-8

Algumas versões traduzem “tirado”, outras “afastado”. O termo grego (ginetai ek mesou) pode significar “deixar de impedir” ou “ser removido do meio”.

A melhor leitura é a de que o Espírito Santo deixará de conter a manifestação do iníquo, sem ser retirado do mundo. O Espírito é o penhor da redenção (2Co 5:5) e permanecerá atuando até a consumação.

Paulo também afirma, no início do capítulo, que “a nossa reunião com o Senhor” ocorrerá após a apostasia e a manifestação do homem do pecado — o que exclui a hipótese de um arrebatamento anterior.

4- “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.” Salmos 23:4,5

O texto expressa confiança em Deus mesmo em meio à morte, mas não serve como argumento para um livramento escapista.
A história da fé mostra que o povo de Deus, em todas as épocas, foi provado, perseguido e, muitas vezes, martirizado.
A fidelidade de Deus não está em nos tirar do vale, mas em nos sustentar dentro dele (Mateus 23:31-37, Lucas 21:16, Atos 7:59; Ap 20:4).

Textos que apontam para o pós-tribulacionismo


1- “ORA, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” 2 Tessalonicenses 2:1-4

Paulo é claro: a vinda de Cristo e a nossa reunião com Ele não ocorrerão sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado.

Se a Igreja não estivesse presente, não haveria razão para o apóstolo advertir os fiéis sobre esse evento.
Logo, a Igreja será testemunha do surgimento do anticristo e deverá permanecer firme até a vinda do Senhor.

2- “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” 1 Coríntios 15:51,52

A menção à “última trombeta” sugere uma sequência de juízos e não um evento separado.
Em Apocalipse 11:15, a sétima trombeta anuncia a instauração do Reino de Cristo.

A harmonia entre os textos indica que a transformação dos santos ocorre no final dos juízos, não antes deles.

Alguns estudiosos, porém, interpretam a trombeta de 1Coríntios como uma imagem litúrgica da Festa das Trombetas, sem relação direta com as trombetas de Apocalipse.

De qualquer modo, ambos os contextos apontam para a consumação, não para um evento prévio.

3- “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma grande multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; […] E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” Apocalipse 7:9,13-14

Essa “grande multidão” inclui crentes de todas as nações. São os redimidos que passaram pela tribulação e permaneceram fiéis.

O texto mostra que haverá salvação nesse período, mas não implica uma “segunda chance” após um arrebatamento anterior.

A salvação sempre se dá pela fé no Cordeiro, não em fases distintas de uma cronologia artificial.

4- “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.” Apocalipse 20:4-6

Essa é a primeira ressurreição, e ocorre após a perseguição do anticristo.

Se o arrebatamento já tivesse ocorrido antes, como explicar a presença desses mártires ressuscitados depois da tribulação?

O texto distingue apenas duas ressurreições: a dos justos (antes do milênio) e a dos ímpios (após o milênio).

Logo, o arrebatamento coincide com a primeira ressurreição, e não com um evento anterior.

5- “E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.” Mateus 24:29-31

Jesus afirma expressamente que a reunião dos escolhidos ocorre depois da tribulação.

O texto harmoniza-se com 1 Tessalonicenses 4:16-17 e com Apocalipse 11:15, onde o som da trombeta marca o retorno do Senhor e o ajuntamento dos santos.

Os “escolhidos” mencionados não se limitam a Israel, mas abrangem todos os que pertencem a Cristo, de todas as nações (Ap 7:9).

4. Reflexão teológica e pastoral

A Escritura mostra que o povo de Deus nunca foi isento do sofrimento, mas fortalecido em meio a ele.
Os apóstolos foram perseguidos, os mártires deram suas vidas, e a Igreja, ao longo da história, cresceu sob pressão.

Não há base bíblica sólida para um arrebatamento que retire os santos do mundo antes da tribulação.
Ao contrário, o testemunho da fé cristã aponta para a perseverança até o fim (Mt 24:13; Ap 14:12).

Crer em um arrebatamento anterior pode gerar uma perigosa despreparação espiritual: se os cristãos esperam escapar das provações, podem ser surpreendidos quando estas vierem, e confundir a manifestação do anticristo com simples eventos políticos ou religiosos.

5. Conclusão

O ensino das Escrituras indica que:

  • O arrebatamento e a segunda vinda de Cristo são um mesmo evento visto de perspectivas complementares;
  • A Igreja passará pela grande tribulação, sendo provada e purificada;
  • A manifestação do anticristo precederá a reunião dos santos com o Senhor;
  • E a nossa esperança deve estar na fidelidade de Deus em meio às aflições, não em um livramento antecipado delas.

“E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.” (2 Timóteo 3:12)

O verdadeiro preparo para a volta de Cristo não está em especular datas, mas em permanecer fiel.

Como sentinelas, devemos alertar o povo de Deus para permanecer firme quando o dia mau chegar, lembrando que, “depois da tribulação daqueles dias”, o Filho do Homem virá com poder e grande glória, e reunirá os seus escolhidos para reinar com Ele eternamente.

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