As festas bíblicas e sua conexão com Jesus

Para compreender mais adequadamente o Evangelho de Cristo, é necessário conhecer as festas bíblicas, pois muitos milagres operados pelo Senhor Jesus e discursos estavam associados a essas solenidades.

Por exemplo, não foi por acaso a insistência de Jesus em realizar curas aos sábados (shabat) ou ao proferir a memorável declaração “quem tiver sede, venha a mim e beba”, durante a festa dos Tabernáculos, conforme relato em João 7.

As festas que veremos adiante estão relacionadas no livro de Levítico (וַיִּקְרָא – Vayikrá – E chamou):

“Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As solenidades do Senhor, que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades:” Levítico 23:2

Inicialmente, acerca da palavra destacada, algumas traduções da Bíblia utilizam a palavra festa ou tempos designados. No idioma original, a palavra correspondente é מוֹעֲדֵי (MOADEY), que significa um tempo designado, período sagrado ou reunião.

Porém considerando que as letras hebraicas se originaram de antigos símbolos pictográficos, e que cada letra possui seu próprio significado, a palavra מוֹעֲדֵי (MOADEY) pode representar: (מ) Um fluxo/movimento (ו) de ligação (ע) que abre os olhos (ד) para a porta (י) onde a mão de Deus se estende.

Numa interpretação alegórica, as festas são encontros designados onde Deus abre uma Porta no tempo para que o Seu povo O veja, seja ligado a Ele e receba Sua mão estendida (bênção de Deus).

Essa Porta, representada pela letra ד (DALET), é uma clara referência ao Senhor Jesus, que é a Porta (João 10:9) aberta por Deus no tempo designado.

Veremos adiante cada uma das festas bíblicas, a fim de entender como elas se conectam ao Senhor Jesus, Sua obra e processo de salvação.

No total, o capítulo 23 do livro de Levítico fala de oito tempos determinados (festas), sendo um semanal e sete anuais, conforme veremos a seguir.

FESTA SEMANAL


Shabat (Sábado)

“Seis dias trabalho se fará, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação; nenhum trabalho fareis; sábado do Senhor é em todas as vossas habitações.” Levítico 23:3

Significado para:

  • Israel: um dia de descanso e santificação (simboliza a criação completa de Deus);
  • Igreja: Cristo é o Senhor do sábado (Mateus 12:8);
  • Profético: aponta para o descanso eterno em  Cristo (Hebreus 4:9).

Os judeus observavam o shabat, mas de forma rígida, sem considerar outros elementos igualmente importantes para Deus, como fazer o bem e exercer a misericórdia, mesmo que isso significasse carregar alguma carga durante esse dia (Mateus 12:11-12).

Além disso, há um outro motivo para a insistência de Jesus em realizar milagres durante o shabat, mesmo que isso tenha lhe custado algumas perseguições, como a de Mateus 12:14.

Em seu significado profético, o shabat aponta para um período de repouso messiânico. Ao realizar curas durante o shabat, Jesus estava demonstrando que o Messias havia chegado e estava trazendo repouso e alívio ao povo (Mateus 11:28-30).

Não há problema em separar o sábado como dia de dedicação a Deus, porém estabelecer isso como mandamento obrigatório para a igreja ou crer que a salvação dependa da observância do shabat é eleger um outro mediador e negar a graça de Deus.

A Tanakh (Bíblia Hebraica ou Velho Testamento) trazia instruções bastante claras sobre o que poderia ser feito ou não durante o shabat.

Por exemplo, era proibido realizar trabalhos em geral (Êxodo 20:10, Levítico 23:3), acender fogo (Êxodo 35:3), carregar cargas (Jeremias 17:21-22) e negociar, comprar ou vender (Neemias 13:15).

Os discípulos de Jesus Cristo claramente violaram esses preceitos quando colheram espigas e as comeram no sábado (Mateus 12:1-2), pois a ação de colher e debulhar era um trabalho agrícola.

Ao homem curado de uma enfermidade, Jesus deu a ordem para ele carregar o seu leito, e isso durante o shabat (João 5:8-10).

Por causa desses feitos realizados durante o sábado, alguns dos fariseus (elite religiosa de Israel) chegaram a dizer que Jesus não era de Deus, pois não guardava o shabat (João 9:16).

Portanto é indiscutível que houve um quebrantamento do shabat, mas não por desobediência à Lei, mas sim por cumprimento dela, afinal o Messias era o próprio repouso e até do shabat Ele é Senhor.

Quando o Senhor Jesus retornar em sua segunda vinda para governar, com toda certeza o shabat voltará a ser celebrado durante o período do seu reinado milenar (Isaías 66:23, Ezequiel 44:24 e 46:1-4), porém desta vez sob as orientações do próprio Rei dos reis. Vai ser uma bênção!

Agora veremos cada uma das festas anuais, na ordem em que aparecem em Levítico 23.

FESTAS ANUAIS


1. Páscoa (Pesach) – 14º dia do 1º mês (nisã)

“Estas são as solenidades do Senhor, as santas convocações, que convocareis ao seu tempo determinado: No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a páscoa do Senhor.” Levítico 23:4,5

Significado para:

  • Israel: lembrava a saída do Egito e o livramento pelo sangue do cordeiro (Êx 12).
  • Igreja: Jesus é o Cordeiro pascal, sacrificado por nós (João 1:29).

A festa da Páscoa deve ocorrer no mês de nisã, o primeiro mês na contagem do calendário religioso de Israel.

A Páscoa é a primeira das grandes festas anuais e isso não é por acaso, pois ela representa o marco inicial para todos os processos que acontecem na sequência, os quais estão representados nas demais festas, pois tudo resulta do sacrifício.

Da mesma forma, o sacrifício de Cristo é o evento inicial que nos introduz no Reino de Deus e que desencadeia uma série de outros fenômenos relacionados ao processo de salvação, como o arrependimento, o desejo por mudança e santificação, o recebimento do Espírito Santo, o despertar para a vigilância, o serviço missionário, os quais também representados simbolicamente pelas festas.

No dia 10 do mês de nisã, quatro dias antes do sacrifício, cada família deveria separar um cordeiro para o sacrifício, que deveria ser realizado na tarde do dia 14 de nisã.

Com a construção do Templo, as famílias passaram a sacrificar os cordeiros em Jerusalém, e não mais nas suas próprias cidades (Deuteronômio 16:5-6). Isso explica o fato de haver uma multidão em Jerusalém, na ocasião em que Jesus entra em Jerusalém montado numa jumenta (Mateus 21:1-14).

Ao mesmo tempo, o sumo sacerdote (ou alguém por ele designado) também selecionava o cordeiro simbólico nacional, o qual era mantido no Templo, onde deveria permanecer à vista de todos, a fim de que fosse examinado pelos próximos 4 dias, até ser sacrificado na tarde do dia 14 de nisã (Êxodo 12:6).

Cumprindo toda a liturgia relacionada à festa da Páscoa, o Cordeiro de Deus (Jesus) chega a Jerusalém no dia 10 de nisã, passa pelo mesmo Portão Oriental por onde o cordeiro simbólico nacional era conduzido e se dirige ao Templo (Mateus 21:12).

Assim como o cordeiro simbólico, Jesus foi observado, examinado e depois julgado pelo povo, Sinédrio, Pilatos, Herodes e até mesmo gentios, como o centurião romano e os soldados que guardavam a Jesus ao pé da cruz (Mateus 27:54).

E assim como os cordeiros deveriam ser sacrificados à tarde, assim também ocorreu com o Senhor Jesus. Ele foi crucificado às 9 horas da manhã (que é a hora terceira – Marcos 15:25). Às 12 horas, o sol não deu a sua luz (Marcos 15:33) e às 15 horas, Ele entregou o espírito (Marcos 15:34), consumando assim o ato de sacrifício (João 19:30).

Sobre o episódio da entrada triunfal em Jerusalém, preparei um estudo para tratar de forma dedicada esse assunto. Para acessá-lo, clique aqui (abre em uma nova aba).

Outro elemento associado à Páscoa é o hissopo, uma erva aromática de pequeno porte, com talos finos e folhas pequenas, podendo ser alguma espécie de manjerona ou orégano selvagem (não há um consenso). Ele podia crescer em fendas de muros e rocha (1 Reis 4:33) e também era usado como tempero, medicinal e em rituais de purificação (Levítico 14:4).

No Egito, as famílias dos hebreus foram orientadas a utilizar o hissopo para passar o sangue do cordeiro sacrificado nos batentes da porta, a fim de que o destruidor (anjo da morte) não adentrasse para matar os primogênitos (Êxodo 12:22).

No Evangelho, o hissopo aparece na ocasião em que os soldados o encharcam em vinagre e o entregam a Jesus para Ele beber (João 19:29).

Em relação ao vinagre, embora ele não esteja diretamente associado à Páscoa, ele é mencionado expressamente no Evangelho porque se trata do cumprimento de uma antiga profecia messiânica de Davi (Salmos 69:21).

O vinagre oferecido a Jesus era o vinho azedo que os soldados romanos usavam para matar a sede em campanha. Oferecê-lo não foi um ato de compaixão, mas de zombaria (Salmos 22:6).

2. Pães Asmos (Matzot) – 15 a 21 de nisã

“E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis pães ázimos. No primeiro dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; Mas sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor; ao sétimo dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.” Levítico 23:6-8

Significado para:

  • Israel: sete dias sem fermento, recordando a pressa da fuga do Egito e a santidade exigida por Deus.
  • Cristo: sua vida sem pecado (fermento como símbolo de corrupção).
  • Igreja: chamada a viver em pureza.

O pão asmo ou ázimo, feito apenas com farinha (trigo ou outros cereais moídos) e água, além de ser um símbolo para a pressa da fuga do Egito, é também um símbolo de pureza, por não utilizar o fermento em sua composição, um símbolo de impureza no contexto religioso.

O fermento é um agente culinário capaz de fazer a massa inchar, produzindo uma transformação rápida. No contexto antigo, o fermento vinha de uma massa velha fermentada (com microrganismos), simbolizando algo “velho” que contaminava o “novo”.

Lógica semelhante ocorreu quando Jesus utilizou o exemplo do vinho e dos odres, ao dizer que ninguém deveria colocar vinho novo em odres velhos, mas em odres novos (Lc 5:37-38), mais uma vez ressaltando a necessidade de o “novo” não se contaminar com o “velho”. Isso significa que o novo estilo de vida que Deus nos deu não deve ser contaminado pelo antigo.

Conhecendo a fundo o assunto, o apóstolo Paulo escreveu:

“Purificai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.” 1 Coríntios 5:7,8

A festa é um lembrete para a igreja, no sentido de que devemos nos afastar do fermento do velho homem, isto é, das antigas práticas pecaminosas de quando vivíamos separados de Deus, por não conhecermos o Senhor e Cristo, Jesus.

3. Primícias (Bikkurim) – no domingo após a Páscoa

“O Senhor Deus mandou Moisés dizer ao povo de Israel o seguinte: — Quando vocês entrarem na terra que eu lhes estou dando e fizerem a primeira colheita de trigo, levem ao sacerdote um feixe do que colherem. E ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos; no dia seguinte ao sábado o sacerdote o moverá. ” Levítico 23:9,11

Significado para:

  • Israel: apresentação da primeira parte da colheita ao Senhor.
  • Igreja: Jesus ressuscitou como as primícias dos que dormem, no domingo.

Não foi por acaso que Deus mandou o povo celebrar a festa das Primícias no primeiro domingo após a Páscoa. Sem saber, os israelenses celebravam mais do que a primeira parte da colheita, mas também a própria ressurreição do Senhor Jesus.

“Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.” 1 Coríntios 15:20

O ato de “mover o molho perante o Senhor” tinha um propósito, pois no hebraico, a palavra נְטִיָּה (netiyyah – movimento/agitar), transmite a ideia de elevação e oferta ativa, enquanto apenas “mostrar” seria um ato passivo e sem envolvimento.

Também é um ato profético que aponta para Cristo como primícias, o primeiro grão que se “movimenta” do mundo para Deus e da morte para a vida. Jesus refere-se a si mesmo como o grão de trigo que caiu no solo (movimentou-se), morreu e deu muito fruto (João 12:24).

Além disso, a solenidade também indica a necessidade de oferecermos a Deus as nossas próprias primícias, algo que só acontece quando o Reino de Deus é prioridade em nossas vidas.

Nesse sentido, quanto do nosso tempo tem sido investido nas coisas de Deus? Quanto de nossos recursos estão abençoando outras vidas que realmente precisam de ajuda? O que temos oferecido a Deus realmente são as primícias dos frutos de nossa vida?

Deus estabeleceu a festa das Primícias porque Ele realmente queria que nós colocássemos em prática o importante princípio de amá-lo antes de tudo, pois todo o restante depende dEle (Mateus 22:37-40).

4. Pentecostes (Shavuot) – 50 dias depois das primícias

“Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias; então oferecereis nova oferta de alimentos ao Senhor.” Levítico 23:15,16

Significado para:

  • Israel: celebra o término da colheita do trigo e a entrega da Lei no Sinai.
  • Igreja: cumprimento em Atos 2 com o derramamento do Espírito Santo e a “colheita” das nações.

A festa de Shavuot parece, à primeira vista, apenas uma celebração pela colheita agrícola, porém ela foi o período designado por Deus para o derramamento do Espírito Santo.

Nesse sentido, poderíamos nos perguntar por que o derramamento do Espírito Santo não ocorreu durante a festa dos Pães Asmos, a qual está mais diretamente associada ao período de santificação.

Se não fosse o registro em Atos 2:1-4, que fala sobre o derramamento do Espírito de Deus durante a festa de Pentecostes (Shavuot), dificilmente o verdadeiro significado dela poderia ser compreendido.

O texto relacionado à festa de Shavuot está no livro de Levítico, dos versículos 15 a 22. Observando-os, e considerando o período em que ela é realizada, é possível identificar o final da colheita do trigo como o motivo da celebração de Shavuot.

Sobre o porquê de Israel celebrar a entrega da Lei no Sinai, a associação é feita pelo fato de ela ter ocorrido também durante a celebração da festa de Shavuot, conforme cálculo baseado na data mencionada em Êxodo 19:1.

Com isso, temos durante o tempo designado de Shavuot a celebração de duas colheitas, a física, relacionada aos grãos, e a espiritual, relacionada à colheita da Lei.

As duas colheitas estão ligadas ao derramamento do Espírito Santo, que grava a Lei em nossos corações (João 14:26; 2 Coríntios 3:3), numa referência à colheita espiritual, e também nos transforma em pescadores de homens (Mateus 4:19), numa clara alusão à colheita física.

Não é necessário estender aqui a questão da atuação do Espírito de Deus no dia de Pentecostes, pois o assunto já foi tratado em estudo específico. Para acessá-lo, clique aqui (abre em uma nova aba).

5. Trombetas (Yom Teruá ou Dia do Toque) – 1º dia do 7º mês (Tishrei)

“Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação. Nenhum trabalho servil fareis, mas oferecereis oferta queimada ao Senhor.” Levítico 23:24,25

Significado para:

  • Israel: som de despertar, chamada ao arrependimento e preparação para o Dia da Expiação, ao décimo dia.
  • Profético: aponta para a vinda de Cristo ao som da trombeta.

O Yom Teruá acontece no dia 1º de tishrei, que marca o início do ano novo civil e do período conhecido como “grandes festas” ou “dias de temor”. Relembrando, o ano religioso começa em 1º de nisã (o mesmo mês da Páscoa).

A festa das Trombetas é a única solenidade marcada para ocorrer no primeiro dia do mês. Esse fato revela uma particularidade desta celebração: a sua imprevisibilidade!

Para compreender isso, é preciso entender o funcionamento do calendário de Israel, que é do tipo lunar/solar, de 354 dias ao ano, com meses de 29 ou 30 dias.

No calendário lunar/solar, um novo mês só começa após a observação da primeira lua nova, a qual é chamada de Rosh Chodesh (Cabeça do Mês), a qual é reconhecida na tradição judaica como uma celebração sagrada e frequentemente considerada uma “festa menor” (Isaías 66:23).

Na prática, duas testemunhas eram responsáveis pela observação do céu até identificar a aparição da lua nova, as quais deveriam reportar o achado ao sinédrio, que decretava o início do mês e da celebração da festa das Trombetas, com o toque do shofar (trombeta) anunciando a santa convocação.

Fogueiras posicionadas em locais estratégicos, como topos de montes, eram acendidas numa sequência que permitia levar mais rapidamente a notícia da santa convocação para as comunidades mais afastadas, a fim de convidá-las para a solenidade.

Mais tarde esse fogo foi referido pelo Senhor Jesus, quando falou das lâmpadas das virgens convidadas para a festa de casamento (Mateus 25), que não serviam apenas para identificá-las na escuridão, mas também mostrar para a comunidade circunvizinha que um evento de casamento iria ocorrer, como um convite à celebração.

A parábola das dez virgens também aborda a questão da imprevisibilidade e da necessidade de estarmos em alerta, embora nesse registro, o sono alcançará até mesmo os cristãos sinceros.

Essa imprevisibilidade marcava o tom de incerteza relacionado ao início da festa do Yom Teruá (Dia das Trombetas) e a necessidade de vigilância, pois não era possível saber antecipadamente em que momento o shofar seria tocado para anunciar a “santa convocação” (Levítico 23:24).

Em seu sentido profético, a festa das Trombetas antevê a gloriosa manifestação da segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, marcada por estrondos celestiais e sinais majestosos (1 Tessalonicenses 4:16), que refletem o som solene e impactante desse instrumento.

Por fim, a festa de Yom Teruá, na minha opinião, também pode significar a necessidade de a igreja realizar a obra missionária, uma vez que o toque do instrumento pode carregar um sentido de alerta, convocação e também proclamação, conforme vemos em Ezequiel 33:6-7, Isaías 58:1 e Joel 2:1, Oséias 8:1 e 1 Coríntios 14:8, dentre outros.

6. Dia da Expiação (Yom Kippur) – 10º dia do 7º mês

“O Senhor Deus disse a Moisés:  — O dia dez do sétimo mês é o dia em que os pecados do povo são perdoados. Nesse dia ninguém deverá comer nada, e todos deverão apresentar a Deus, o Senhor, ofertas de alimento. Ninguém trabalhará nesse dia, pois é o dia em que é apresentado ao Senhor, o Deus de vocês, o sacrifício para conseguir o perdão dos pecados do povo.” Levítico 23:26-28

Significado para:

  • Israel: dia mais solene, de jejum e arrependimento, quando o sumo sacerdote fazia expiação por todo o povo.
  • Igreja: Jesus é o sacrifício perfeito e Sumo Sacerdote.
  • Profético: ligado ao arrependimento de Israel.

O Yom Kippur é considerado o dia para a purificação nacional. No Tabernáculo e depois no Templo, o sumo sacerdote entrava uma vez por ano no Santo dos Santos para oferecer sacrifícios pelo povo (Levítico 16 e Hebreus 9:7). É um dia de jejum e de dedicação total ao Senhor Deus.

Logo após a morte do Senhor Jesus, que é o Cordeiro de Deus, o véu se rasgou do alto para baixo (Marcos 15:38), indicando que o antigo ritual realizado pelo sumo sacerdote não faria mais sentido a partir dali.

No entanto, o véu rasgado no Templo não teria sido o único sinal observado. O Talmude (Yoma 39b) relata que fenômenos extraordinários começaram a ocorrer no Templo exatamente quarenta anos antes da sua destruição, coincidindo com o período da morte e ressurreição de Cristo. Observe:

“Ensinaram nossos rabinos: Quarenta anos antes da destruição do Templo, a sorte [para o bode expiatório] não vinha mais na mão direita [do sumo sacerdote], e a fita vermelha não ficava mais branca, e a lâmpada ocidental [do candelabro] não permanecia mais acesa. E as portas do Santuário se abriam por si mesmas, até que Raban Yohanan ben Zakkai as repreendeu. Ele disse: ‘Ó Santuário, Santuário! Por que te alarmas a ti mesmo? Eu sei a teu respeito que teu fim é estar destinado à destruição. Pois já profetizou sobre ti Zacarias, filho de Ido: “Abre, ó Líbano, as tuas portas, e o fogo devorará os teus cedros”’ (Zacarias 11:1).”

Caso queira ver a íntegra do texto, poderá visualizá-lo no site da ONG Sefaria (abre em uma nova aba).

Esses fenômenos eram altamente significativos, pois:

  • A sorte do bode expiatório sempre caía na mão direita, como sinal de aceitação divina. A partir desse período, deixou de acontecer.
  • A fita vermelha amarrada no bode expiatório costumava tornar-se branca, simbolizando o perdão (cf. Is 1:18). Desde então, não ficou mais branca.
  • A lâmpada ocidental da Menorá, que ardia continuamente como sinal da presença de Deus, passou a se apagar inexplicavelmente.
  • As portas do Santuário se abriam sozinhas, como presságio de juízo.

Esse registro rabínico tem tudo para ser verdadeiro, pois confirma, ainda que involuntariamente, a nova realidade espiritual a partir da morte e ressurreição de Cristo, na qual o Templo terreno deixou de ser o centro da expiação e da presença divina para dar lugar ao próprio Senhor Jesus, que é:

  • o Sumo Sacerdote (Hb 9:11-12).
  • o Cordeiro da Expiação (1Co 5:7).
  • a Luz permanente (Jo 8:12).
  • e a Porta para a salvação (Jo 10:9).

Apesar disso, o historiador Flávio Josefo (século I) registra que os sacrifícios e serviços do Templo continuaram normalmente até a destruição em 70 d.C. (cf. Guerras Judaicas VI.5.3). Isso ocorreu porque os sacerdotes que não criam em Jesus interpretaram tais sinais como presságios misteriosos ou maus presságios, mas não como o fim do sistema sacrificial.

Mesmo com a destruição do Templo e expulsão dos judeus, os dispersos nunca deixaram de celebrar o dia da Expiação e isso até os dias atuais, quando todo o país entra em pausa voluntária: aeroportos fecham, transportes públicos e veículos particulares quase não circulam, estabelecimentos comerciais fecham e até emissoras de rádio e TV suspendem suas transmissões.

O Dia da Expiação também está ligado profeticamente ao futuro arrependimento de Israel, quando olharão para Aquele a quem traspassaram (Zc 12:10), reconhecendo em Jesus o Messias. Nesse dia, se cumprirá a promessa de que “todo o Israel será salvo” (Rm 11:26), selando o perdão e a restauração nacional.

7. Tabernáculos (Sucot) – 15 a 21 do 7º mês

“E falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos tabernáculos ao Senhor por sete dias. Ao primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis. Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; ao oitavo dia tereis santa convocação, e oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; dia de proibição é, nenhum trabalho servil fareis.” Levítico 23:33-36

  • Israel: festa de alegria e gratidão, lembrando a peregrinação no deserto, vivendo em tendas.
  • Igreja: Cristo habitou conosco (Jo 1:14).
  • Profético: Deus habitará com os salvos (Ap 21:3).

O Senhor Deus, em sua sabedoria, ordenou cada festa com precisão, conduzindo o Seu povo por um caminho de redenção. Não por acaso, Sucot foi colocada como a última, pois ela é o ápice, a colheita final e também o repouso das obras (Levítico 23:36).

Em Pesach, o Cordeiro é imolado; em Shavuot, o Espírito é derramado; em Yom Kippur, vemos o perdão selado. Porém em Sucot, contemplamos o resultado de tudo: Deus habitando com os homens, a alegria plena e a comunhão com o Criador, quando cada lágrima será enxugada e a presença do Altíssimo será o tabernáculo eterno entre nós (Apocalipse 21:3-4).

Para celebrar a festa de Sucot, e relembrar o período de peregrinação no deserto, os naturais em Israel (Levítico 23:42) deveriam sair de suas casas e habitar em tendas artesanais, feitas de materiais como ramos de formosas árvores, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros de ribeiras (Levítico 23:40).

Para cumprir a lei, a construção deveria ser realizada um dia antes, uma vez que no primeiro dia da festa nenhuma obra poderia ser feita (Levítico 23:35). Isso indica a necessidade de o povo se preparar com antecedência para poder habitar na presença de Deus.

Essas tendas temporárias eram rústicas e seus tetos cobertos por folhagens, ramos e palha permitiam que parte dos raios solares, o brilho das estrelas do céu noturno e a chuva, penetrassem o interior delas. Isso era intencional, pois demonstrava a fragilidade do homem e seu constante estado de dependência e necessidade de conexão com Deus.

Essas características tornavam a sucá (tenda) uma construção provisória e frágil, refletindo a própria condição da vida humana neste mundo. No deserto, enquanto o Tabernáculo permanecia no centro do arraial como sinal visível da presença de Deus, as sucot (tendas), armadas em volta dele, simbolizavam a presença do povo, indicando que Deus habitava no meio dos homens.

Além disso, a exemplo do que ocorre com a festa das Primícias e Pentecostes, a festa de Sucot também celebrava a colheita dos frutos da terra (Levítico 23:39). Por isso, o povo também se alegrava pelo cuidado do Deus Provedor.

Abrindo um parêntese, sobre a expressão “Deus Provedor”, ela provém do texto em hebraico יְהוָה יִרְאֶה, que significa “Adonai Yir’eh”. A expressão “Jeová Girê” é incorreta em sua totalidade, embora seja bastante utilizada no Brasil, mas isso é assunto para outro estudo.

Retornando ao tema, segundo Deuteronômio 16:16, a festa dos Tabernáculos deveria ser celebrada em Jerusalém. Isso significa que houve momentos no período da história de Israel que ela não pode ser celebrada pelo povo, como em razão do exílio na Babilônia, por exemplo.

Após o período na Babilônia, o povo voltou a comemorar essa moed (solenidade) e isso foi causa de grande alegria, conforme registro em Neemias 8:13-18.

Durante os anos do ministério do Senhor Jesus Cristo, a festa de Sucot foi celebrada regularmente, conforme determinava a lei. Ela é mencionada de forma explícita apenas uma vez em João 7:2. Apesar disso, o texto revela uma grande conexão entre a solenidade e o Senhor Jesus.

Depois de partir da Galileia para Jerusalém, já no meio da festa, Jesus se dirige ao Templo e começa a ensinar (João 7:14) a uma multidão que já estava dividida por causa dele (João 7:12).

Quando Jesus começa a falar, apesar de correto em tudo o que disse, logo o clima de celebração se converte em momentos de tensão, com alguns querendo prendê-lo (João 7:30, 32 e 44). Apesar da resistência e dureza dos ouvintes, muitos creem no Mestre (João 7:31).

Mas é no último dia, o grande dia da festa, que Jesus faz um grande convite para a multidão presente, dizendo “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.” (João 7:37-38). O versículo seguinte esclarece o sentido dessas palavras, relacionando-as ao Espírito Santo (João 7:39).

Ao mencionar “como diz a Escritura”, o Senhor não se refere a alguma passagem em específico, porque não há um paralelo idêntico, porém a uma série de textos que, combinados, embasam a fala dEle (Êxodo 17:6; Isaías 12:3; 44:3; Ezequiel 47).

Esse convite de Jesus, que foi propositalmente lançado no último dia da solenidade, conecta-se com a festa dos Tabernáculos e com os eventos cerimoniais que estavam ocorrendo, pois estava em curso a celebração da Shmini Atzeret (“Alegria da Casa da Tiragem da Água”), a qual marca o término de um ciclo e o início de outro.

Durante a cerimônia, o sumo sacerdote descia ao Siloé (Enviado), coletava água do tanque e a trazia em vasos de ouro para o Templo. Essa água era derramada sobre o altar do sacrifício, acompanhada de cantos e danças, celebrando a suficiência da chuva e das águas para a colheita.

O próprio Tanque de Siloé identificava a presença do Enviado de Deus no meio do povo, o Senhor Jesus Cristo, de quem nós coletamos a verdadeira água viva.

Em relação ao ritual envolvendo o uso da água, este era significativo para Israel e simbolizava vida, bênção e provisão de Deus, pois ela era essencial no clima árido de Israel. A cerimônia era realizada em clima de oração e súplica pela chuva no próximo ano agrícola.

É nesse cenário em torno do Ritual da água (Shmini Atzeret) que Jesus lança o convite, oferecendo a verdadeira água viva, em alusão ao Espírito Santo, pois o Senhor é o cumprimento vivo da festa.

Enquanto os sacerdotes derramavam água no altar físico, Jesus oferecia a água espiritual: o Espírito Santo que sacia a sede da alma.

O convite de Jesus dividiu a multidão: alguns afirmavam ser ele o Profeta (João 7:40), outros o Cristo (João 7:41), mas muitos duvidaram e até o rejeitaram (João 7:41, 44).

No dia seguinte, os homens que O rejeitaram e recusaram a verdadeira água viva trouxeram uma mulher apanhada em adultério e a puseram diante de Jesus para o experimentar. Em resposta, o Senhor apenas se inclinou e começou a escrever no chão. Desconcertados pela atitude de Jesus, eles insistiram, até que Jesus respondeu:

“Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela” João 8:7.

Assim, sem desrespeitar a Lei, Jesus conseguiu defender brilhantemente a mulher e logo voltou a escrever no chão.

Esse ato de Jesus, que é único no Evangelho, somado à rejeição das águas vivas oferecidas um dia antes marcaram o cumprimento da antiga profecia de Jeremias, o que nos ajuda a compreender porque os acusadores saíam um após o outro, à medida que Jesus escrevia:

“Ó Senhor, esperança de Israel, todos aqueles que te deixam serão envergonhados; os que se apartam de mim serão escritos sobre a terra; porque abandonam o Senhor, a fonte das águas vivas.” Jeremias 17:13

Avançando no tempo, com a destruição do Templo pelos romanos em 70 d.C., e a consequente dispersão dos judeus para outras partes, há registros de que a festa de Sucot continuou a ser celebrada de forma adaptada pelas comunidades dispersas, mas sem incluir o sacrifício dos animais.

Esses registros podem ser encontrados no Talmude, na literatura rabínica (Mishná, Tosefta, Midrashim), nos escritos de Flávio Josefo (historiador do século I d.C.) e Filo de Alexandria (século I d.C.), bem como na literatura patrística (autores cristãos dos primeiros séculos), como Jerônimo (347–420 d.C.) e Epifânio (315–403 d.C.).

Após a declaração de independência de Israel em 14 de maio de 1948 (5 de Iyar de 5708 no calendário hebraico), a primeira celebração oficial da festa de Sucot no território de Israel ocorreu em outubro de 1948, no mesmo ano da refundação do Estado.

Desde então, a festa vem sendo celebrada todos os anos, sem interrupções. Atualmente em Israel, as famílias constroem sucot (cabanas) em quintais, telhados ou espaços públicos. Há cerimônias religiosas em sinagogas e praças, leituras de Salmos e orações por chuva (Tefilat Geshem) e claro, muita comida.

Agora indo para a reta final, responderei a duas questões importantes sobre o tema das festas bíblicas.

  1. Quais festas ainda serão celebradas durante o reinado milenar de Cristo?
  2. A igreja deve celebrar ritualmente alguma festa nesse momento?

QUAIS FESTAS SERÃO CELEBRADAS DURANTE O REINADO DE JESUS?

A Bíblia indica claramente as três festas que serão celebradas durante o período do milênio, sendo elas a de Sucot (Tabernáculos), as festas da Lua Nova e o shabat.

Começando pela festa de Sucot (Cabanas), a última da lista de Levítico 23, ela será celebrada anualmente em Jerusalém pelos sobreviventes da grande tribulação de todas as nações, conforme texto em Zacarias 14:16.

O profeta também acrescentou que se alguma “família das nações” não participar da celebração, a tal nação não receberá a chuva (Zacarias 14:17) ou será punida com algum tipo de praga. (Zacarias 14:18).

Não é necessário imaginar que cada habitante da Terra tenha que se deslocar fisicamente até Jerusalém, pois a cidade não comportaria a população do mundo inteiro. O texto fala das “famílias das nações” (Zacarias 14:16, 18), possivelmente para indicar delegações oficiais ou representantes de cada povo, em nome de suas nações.

As outras duas festas foram mencionadas juntas pelo profeta Isaías:

“E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.” Isaías 66:23

Embora eu já tenha mencionado algo a respeito da Lua Nova, quando tratei da festa das Trombetas, convém acrescentar algo mais sobre o assunto.

Essa festa é considerada um marco de tempo, pois servia para iniciar oficialmente cada mês. Havia culto solene no Templo, com sacrifícios específicos, músicas e toques de trombeta em clima de alegria. Embora não se tratasse de um shabat típico de descanso, algumas atividades eram suspensas (Amós 8:5).

Na prática, as festas da Lua Nova e do Shabat darão às pessoas de todo o mundo oportunidades adicionais de celebrar juntamente com o Senhor Jesus em Jerusalém, algo que não seria possível apenas com a celebração anual da festa dos Tabernáculos.

Em relação ao modo de celebrar essas festas, com base em Isaías 2:3, pode-se presumir que o Senhor Jesus dará instruções renovadas, visando ajustá-las ao novo cenário de culto, marcado pela Sua presença física em Jerusalém.

Entre essas mudanças em Israel, estará a exclusão dos sacrifícios de animais, para nós cristãos sabidamente desnecessários devido à morte expiatória do Cordeiro de Deus, cuja eficácia é eterna.

Por último, a Bíblia nada menciona sobre a celebração ritual dessas três festas após o término do período do reinado milenar de Cristo, mas fala de uma criação renovada, na qual aparecerá também a santa Jerusalém, a verdadeira noiva e futura esposa do Cordeiro, que funcionará como um tabernáculo de Deus para os homens (Apocalipse 21).

A afirmativa de que a igreja de Cristo é a “noiva do Senhor” é totalmente inadequada. Caso deseje mais informações sobre esse assunto, acesse o estudo “Quem é a noiva de Cristo?“.

Com a eliminação do último inimigo, que é a morte (1 Coríntios 15:26), a qual ainda poderá vitimar pessoas mesmo durante o reinado milenar de Cristo (Isaías 66:20), bem como com o fim de todo tipo de sofrimento (Apocalipse 21:4), a atmosfera na santa Jerusalém será de glória, contentamento, alegria e paz, num eterno e agradável clima de festa.

Na sequência, responderei à última pergunta envolvendo o tema das festas bíblicas.

A IGREJA DEVE CELEBRAR AS FESTAS NESSE MOMENTO?

Indo direto ao assunto, o apóstolo Paulo respondeu a questão dizendo que a celebração ritual das festas apontava para as coisas futuras.

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.” Colossenses 2:14-17

Isso significa que a igreja não deve celebrar ritualmente as festas bíblicas, como faziam os hebreus na antiguidade. Porém eu posso garantir que os crentes estão celebrando as festas bíblicas em uma nova dimensão todos os dias, mesmo sem perceber.

Explicando melhor, antes do encontro com Deus, o homem vive em um estado de morte espiritual, tristeza da alma. Nessa condição, não há o que comemorar. Após o encontro com o Senhor Jesus, o espírito do homem volta a viver, quando então cada alma passa a celebrar as festas de Deus em sua rotina cristã diariamente, quando:

  • crê no sacrifício de Cristo (Páscoa)
  • arrepende-se dos pecados e busca santificação (Pães Asmos)
  • crê na ressurreição de Jesus (Primícias)
  • se torna templo do Espírito Santo (Pentecostes)
  • mantém-se alerta para a vinda de Cristo (Trombetas)
  • glorifica a Deus pelo perdão (Expiação)
  • deseja habitar com o Criador para sempre (Tabernáculos).

Concluindo, as festas bíblicas apontam claramente para o Senhor Jesus, o cumprimento vivo delas, e revelam os mistérios de Deus acerca dos processos e fenômenos relacionados à obra redentora do Cordeiro de Deus, o qual nos transporta da morte para a vida, escravidão para a liberdade e da tristeza para a celebração!

Que Deus o abençoe ricamente!

Celebremos diariamente com o Senhor Jesus, o autor e consumador de nossa fé!

A Deus toda honra e glória.

Maranata!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *